Data de referência: 8 de outubro de 2026.
Os Estados Unidos continuam entre os destinos mais desejados pelos brasileiros, mas o turismo internacional no país enfrenta um período de dificuldades. Em 2025, o número de visitantes estrangeiros diminuiu, enquanto destinos concorrentes aproveitaram o crescimento das viagens internacionais.
O cenário, porém, não é igual para todos. Enquanto o país registrou uma redução significativa na chegada de turistas de alguns mercados tradicionais, o Brasil manteve praticamente estável seu volume de visitantes. E os primeiros dados de 2026 mostram que os brasileiros continuam entre os principais públicos internacionais dos Estados Unidos.
Para quem está planejando uma viagem para Orlando, Miami, Nova York ou outros destinos americanos, a pergunta é inevitável: a queda do turismo nos EUA pode tornar a viagem mais barata ou mudar a experiência dos brasileiros?
A resposta depende de fatores como passagens aéreas, cotação do dólar, hospedagem, ingressos e destino escolhido. Também é importante entender o que está por trás da redução do turismo internacional e quais tendências merecem atenção nos próximos meses.
Você vai ver:
Por que o turismo nos Estados Unidos está em queda?
A redução do turismo internacional nos Estados Unidos está relacionada a uma combinação de fatores econômicos, políticos e comportamentais.
Entre os elementos apontados por analistas do setor estão as mudanças na percepção internacional sobre o país, as incertezas relacionadas às políticas de imigração, o custo das viagens e a concorrência de outros destinos.
A consultoria Tourism Economics, ligada à Oxford Economics, revisou suas projeções para o turismo internacional americano após observar uma deterioração das perspectivas de chegada de visitantes estrangeiros. Em uma atualização publicada em julho de 2026, a empresa estimou que as chegadas internacionais haviam caído 8,7% em 2025.
É importante observar que essa é uma estimativa de uma consultoria, e não o mesmo indicador utilizado por todas as instituições do setor. Os resultados também variam conforme a definição de visitante, o período analisado e a inclusão ou não de países vizinhos.
O custo da viagem pesa na decisão
Viajar para os Estados Unidos exige um orçamento que vai muito além da passagem aérea.
O viajante precisa considerar hospedagem, alimentação, transporte, ingressos, seguro-viagem e compras. Quando o dólar está valorizado em relação à moeda do país de origem, essas despesas ficam ainda mais pesadas.
No caso dos brasileiros, a cotação cambial pode influenciar diretamente a decisão de viajar, a duração da estadia e o número de atrações incluídas no roteiro.
Mesmo quando há promoções pontuais, a soma dos gastos pode levar o turista a reduzir o tempo da viagem ou procurar alternativas mais econômicas.
A percepção internacional também influencia
A decisão de viajar não depende apenas do preço.
A cobertura internacional sobre políticas migratórias, procedimentos de entrada e relações diplomáticas pode influenciar a percepção dos viajantes sobre um destino.
A Tourism Economics identifica esses fatores entre os elementos que prejudicaram as perspectivas do turismo receptivo americano. A consultoria também aponta que os efeitos não são uniformes: alguns mercados apresentaram quedas mais fortes, enquanto outros tiveram desempenho positivo.
Isso ajuda a explicar por que não é correto afirmar que todos os estrangeiros estão deixando de viajar para os Estados Unidos na mesma proporção.
O que os números mostram sobre o turismo americano?
Para compreender o cenário, vale olhar para os dados consolidados de 2025 e para as projeções de 2026.
Segundo a National Travel and Tourism Office (NTTO), órgão do governo americano responsável pelas estatísticas oficiais do setor, os Estados Unidos receberam aproximadamente 68,3 milhões de visitantes internacionais em 2025, uma redução de 5,5% em relação ao ano anterior.
O resultado mostra que o país perdeu visitantes internacionais em um período no qual o turismo mundial continuou crescendo.
Os dados da U.S. Travel Association também apontam uma recuperação desigual: o gasto de visitantes internacionais caiu em 2025, enquanto o mercado doméstico americano continuou sustentando boa parte da atividade turística.
Veja os principais números:
| Indicador | Resultado |
|---|---|
| Visitantes internacionais nos EUA em 2024 | Aproximadamente 72,4 milhões |
| Visitantes internacionais nos EUA em 2025 | Aproximadamente 68,3 milhões |
| Variação entre 2024 e 2025 | Queda de 5,5% |
| Previsão oficial da NTTO para 2026 | 70,5 milhões de visitantes |
| Crescimento previsto pela NTTO para 2026 | 3,2% |
Os números de 2024 e 2025 são dados observados. Já os valores de 2026 são uma projeção publicada pela NTTO, não um resultado consolidado do ano.
O turismo deve voltar a crescer em 2026?
A projeção oficial da NTTO indica uma recuperação em 2026, mas outras instituições adotam perspectivas diferentes.
A Tourism Economics, por exemplo, revisou suas estimativas para baixo em julho de 2026, prevendo um crescimento mais moderado das chegadas internacionais. A diferença entre as projeções reflete metodologias, datas de atualização e avaliações distintas sobre o comportamento dos mercados emissores.
Para o viajante brasileiro, a conclusão é simples: o setor está em transformação, mas ainda não há base para afirmar que os Estados Unidos se tornarão um destino significativamente mais barato ou menos movimentado em todas as regiões.
Os brasileiros estão deixando de viajar para os Estados Unidos?
Aqui está um dos pontos mais importantes desta notícia.
Apesar da redução geral do turismo internacional americano em 2025, o fluxo de brasileiros permaneceu praticamente estável.
Segundo dados da NTTO divulgados em março de 2026, aproximadamente 1,9 milhão de brasileiros visitaram os Estados Unidos em 2025. O resultado ficou muito próximo do registrado em 2024, com uma diferença negativa de cerca de 0,1%. O Brasil permaneceu entre os principais países emissores de visitantes para o mercado americano.
Portanto, não é correto concluir que a queda geral do turismo nos Estados Unidos representa uma redução equivalente na procura dos brasileiros.
O comportamento do mercado brasileiro tem suas particularidades. Os Estados Unidos continuam sendo um destino importante para férias, compras, visitas a familiares, viagens de negócios e experiências culturais.
Orlando, Miami e Nova York permanecem entre os destinos mais conhecidos pelo público brasileiro, embora existam diferenças importantes no perfil e nos custos de cada viagem.
E o que aconteceu em 2026?
Os dados mais recentes disponíveis até a data de referência deste artigo também mostram a relevância do Brasil.
No primeiro trimestre de 2026, aproximadamente 499 mil visitantes brasileiros chegaram aos Estados Unidos por via aérea. O Brasil permaneceu entre os principais mercados internacionais de origem dos visitantes estrangeiros.
Esse número representa o primeiro trimestre do ano e não deve ser interpretado como uma projeção automática para os 12 meses de 2026.
Ainda assim, ele mostra que o mercado brasileiro continua relevante para o turismo americano, mesmo em um contexto de incerteza internacional.
O que isso significa para quem pretende viajar?
Não há motivo para cancelar uma viagem apenas porque o turismo internacional americano apresentou queda. A decisão deve considerar o orçamento disponível, a documentação necessária, o itinerário e as condições específicas da viagem.
4. Orlando pode sentir os efeitos da queda do turismo?
Orlando é um dos destinos que merecem atenção nessa discussão, especialmente por sua dependência de parques temáticos, hotéis, restaurantes, lojas e outras atividades voltadas aos visitantes.
A cidade recebe turistas americanos e estrangeiros. Por isso, uma eventual redução no fluxo internacional não significa necessariamente que todos os parques estarão mais vazios ou que os preços cairão.
O turismo doméstico tem grande peso na economia americana, e os próprios dados da U.S. Travel Association mostram que a demanda interna continua sendo um componente importante da atividade turística.
Além disso, a movimentação dos parques depende de fatores como férias escolares, feriados, eventos especiais, calendário de inaugurações e demanda de diferentes mercados.
As filas dos parques podem diminuir?
É possível que determinadas atrações ou períodos apresentem menor movimento, mas não existe uma relação automática entre a queda geral do turismo internacional e filas menores em Orlando.
Uma semana de baixa temporada pode continuar movimentada se coincidir com férias escolares americanas ou eventos importantes.
Da mesma forma, um período tradicionalmente mais tranquilo pode apresentar boas condições para visitar os parques, independentemente das estatísticas nacionais.
Para escolher as datas da viagem, vale analisar o calendário de cada parque e comparar os períodos de maior e menor procura.
Nosso guia sobre a melhor época para viajar para Orlando, mês a mês, ajuda a organizar essa decisão considerando a sazonalidade do destino.
Os hotéis podem ficar mais baratos?
Uma redução na demanda pode levar alguns hotéis a oferecer promoções para preencher quartos disponíveis. Entretanto, isso depende da localização, da categoria do estabelecimento e do período da hospedagem.
Em datas de grande procura, os preços podem permanecer elevados mesmo quando o turismo internacional está em desaceleração.
O ideal é comparar diferentes regiões de Orlando, verificar as condições de cancelamento e avaliar a distância entre o hotel e as atrações que você pretende visitar.
Também vale considerar o custo do transporte. Uma diária aparentemente mais barata pode deixar de ser vantajosa se exigir deslocamentos longos ou gastos adicionais com estacionamento e combustível.
Miami e Nova York também podem ser afetadas?
Sim, mas os efeitos variam conforme o perfil dos visitantes e a estrutura turística de cada cidade.
Miami combina turismo de praia, gastronomia, compras, cruzeiros, eventos e viagens de negócios. Nova York, por sua vez, recebe visitantes interessados em cultura, entretenimento, compras, gastronomia e atrações urbanas.
A participação de diferentes mercados internacionais pode influenciar os resultados de cada destino.
Em setembro de 2026, a Tourism Economics destacou que a desaceleração das chegadas internacionais estava afetando as regiões americanas de maneira desigual. Mercados muito dependentes de visitantes canadenses enfrentavam dificuldades específicas, enquanto outros países emissores apresentavam crescimento. A América do Sul também demonstrava comportamento mais favorável do que alguns mercados europeus no período analisado.
Isso reforça um ponto importante: a tendência nacional não deve ser aplicada automaticamente a cada cidade.
Para os brasileiros, Miami e Orlando continuam sendo opções que podem ser combinadas em uma mesma viagem. Nova York também pode entrar no planejamento, dependendo do orçamento e do tempo disponível.
A escolha deve considerar o custo total, e não apenas a expectativa de encontrar preços menores por causa da desaceleração turística.
Viajar para os Estados Unidos pode ficar mais barato?
Essa é provavelmente a pergunta que mais interessa a quem está planejando uma viagem.
A resposta é: alguns componentes da viagem podem apresentar oportunidades de economia, mas não há garantia de que o custo total diminuirá.
A redução do turismo internacional pode aumentar a concorrência entre hotéis e prestadores de serviços em determinados mercados. Isso pode resultar em promoções pontuais, especialmente em períodos de menor procura.
Entretanto, outros fatores continuam influenciando os preços.
Passagens aéreas
O valor das passagens depende de diversos elementos, incluindo demanda, capacidade das companhias, custos operacionais, conexões e antecedência da compra.
Uma redução na procura turística não garante tarifas mais baixas em todas as rotas entre o Brasil e os Estados Unidos.
Para economizar, vale comparar aeroportos de chegada, datas flexíveis e diferentes combinações de voos.
Hospedagem
Os hotéis podem ajustar os preços de acordo com a ocupação prevista.
Em Orlando, por exemplo, a diferença entre uma semana de férias escolares e um período de menor procura pode ser significativa. Por isso, a comparação deve ser feita para as datas reais da viagem.
Ingressos e atrações
Os preços dos ingressos dos parques e das atrações não dependem exclusivamente do volume de turistas estrangeiros.
É importante consultar os valores oficiais para as datas pretendidas, considerando que alguns produtos apresentam preços variáveis e que eventos especiais podem exigir ingressos adicionais.
Dólar e orçamento em reais
Para o brasileiro, a cotação do dólar continua sendo um dos principais fatores que determinam o custo da viagem.
Mesmo que um hotel ofereça desconto, a economia pode ser reduzida por uma variação cambial desfavorável.
O melhor caminho é calcular o orçamento completo em reais, incluindo uma margem para imprevistos.
A segurança na entrada dos Estados Unidos mudou?
A desaceleração do turismo internacional trouxe novamente a discussão sobre a percepção dos viajantes em relação aos procedimentos de entrada nos Estados Unidos.
É importante, porém, separar notícias sobre políticas migratórias de regras efetivamente aplicáveis a cada viajante.
Os brasileiros precisam verificar os requisitos de visto, a validade dos documentos e as orientações oficiais antes de embarcar.
Ter um visto válido não elimina a necessidade de cumprir os procedimentos de entrada, e a admissão no país é decidida pelas autoridades competentes no momento da chegada.
Para evitar problemas, consulte as orientações atualizadas da Embaixada e dos Consulados dos Estados Unidos no Brasil antes da viagem.
Também é recomendável acompanhar eventuais mudanças nas regras e nos procedimentos de imigração. Não se deve tomar uma decisão com base apenas em publicações nas redes sociais ou em relatos isolados de outros viajantes.
O que os brasileiros devem fazer antes de reservar uma viagem?
Em um cenário de mudanças no turismo internacional, planejamento e comparação de preços continuam sendo as melhores ferramentas para economizar.
Antes de comprar passagens ou reservar hotéis, vale seguir algumas etapas.
1. Defina o orçamento total.
Considere passagens, hospedagem, alimentação, transporte, ingressos, seguro-viagem e compras.
2. Compare diferentes datas.
Se houver flexibilidade, consulte preços para períodos próximos. Pequenas mudanças no calendário podem alterar o custo total.
3. Escolha a hospedagem pela localização.
Não avalie apenas a diária. Considere a distância das atrações, o transporte e os custos adicionais.
4. Compre ingressos com planejamento.
Consulte os canais oficiais e compare as opções disponíveis para as datas escolhidas.
5. Acompanhe o câmbio.
Estabeleça um orçamento em reais e avalie como as oscilações do dólar podem afetar as despesas.
6. Verifique a documentação.
Confira as regras de entrada, a validade dos documentos e as orientações oficiais antes de embarcar.
Para quem pretende conhecer Orlando, nosso artigo sobre quanto custa viajar para Orlando pode ajudar a organizar os principais gastos e estabelecer um orçamento realista.O turismo americano deve se recuperar?
As projeções para 2026 apontam para uma possível recuperação, mas o ritmo ainda é incerto.
A NTTO prevê crescimento no número de visitantes internacionais, enquanto a Tourism Economics avalia que fatores econômicos e políticos continuam limitando o desempenho do setor.
Entre os elementos que podem influenciar os próximos anos estão a evolução da economia mundial, o custo das viagens, as políticas de entrada, a percepção internacional sobre os Estados Unidos e a realização de grandes eventos.
A Copa do Mundo de 2026, por exemplo, trouxe oportunidades adicionais para o turismo, embora seus efeitos variem de acordo com as cidades-sede, os mercados emissores e o calendário de cada região.
No longo prazo, os Estados Unidos continuam sendo um dos principais mercados turísticos do mundo. A questão é como o país conseguirá competir com outros destinos e recuperar a participação nas viagens internacionais.
Para o viajante, acompanhar os dados é útil, mas não substitui a análise concreta dos preços e das condições disponíveis para cada viagem.
Afinal, vale a pena viajar para os Estados Unidos em 2026?
Para quem deseja conhecer os Estados Unidos, a desaceleração do turismo internacional não significa que seja necessário adiar a viagem.
O Brasil manteve praticamente estável o volume de visitantes em 2025, e os dados do primeiro trimestre de 2026 confirmam a importância do mercado brasileiro para o turismo americano.
O que muda é a necessidade de planejar com atenção.
Em vez de contar com uma redução generalizada dos preços ou presumir que os parques estarão vazios, o viajante deve comparar datas, avaliar o orçamento e acompanhar as condições específicas do destino escolhido.
Orlando continua sendo uma opção para quem deseja conhecer parques temáticos. Miami oferece uma combinação de praias, gastronomia e compras. Nova York reúne atrações culturais e urbanas, enquanto outros destinos americanos podem atender a diferentes interesses.
A melhor escolha depende do que você deseja conhecer, de quanto pretende gastar e do tempo disponível.
A queda do turismo internacional nos Estados Unidos é um sinal importante para o setor, mas não representa, por si só, uma oportunidade garantida de viagem mais barata. Para os brasileiros, a melhor estratégia continua sendo pesquisar, comparar e planejar.
Continue planejando sua viagem aos Estados Unidos
Se você está pensando em conhecer os Estados Unidos, aproveite para consultar nossos guias sobre a melhor época para viajar para Orlando, mês a mês e quanto custa viajar para Orlando. Eles ajudam a avaliar a sazonalidade, organizar o orçamento e tomar decisões mais conscientes antes de reservar passagens, hospedagem e ingressos.
Fontes e data de referência
Data de referência: 8 de outubro de 2026.
As informações deste artigo consideram os dados e as projeções disponíveis até essa data. Os números referentes a 2025 são resultados observados, enquanto as estimativas para 2026 representam projeções que podem ser revisadas.
Fontes consultadas:
- National Travel and Tourism Office (NTTO) — previsões oficiais do turismo internacional
- Tourism Economics — perspectivas para o turismo receptivo americano
- U.S. Travel Association — previsões e indicadores do setor
- Folha de S.Paulo — dados sobre brasileiros que viajaram aos Estados Unidos em 2025
Nota editorial: os indicadores de turismo podem variar conforme a metodologia utilizada por cada instituição. As projeções não representam resultados definitivos, e os preços de viagens dependem de fatores como câmbio, demanda, disponibilidade e período da reserva.
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